
E eu que não costumava usar Ipod, colei música nos ouvidos nos últimos dois dias.
Não é que as ruas ficaram bem mais bonitas com trilha sonora?
Não é que as ruas ficaram bem mais bonitas com trilha sonora?
(...)A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer..P.S- No Blog da Mari (http://passagemparabelem.blogspot.com/), tem a crônica na íntegra. Três blogs linkados pelas cabecinhas aí do lado, como fofamente diz a Mari em um post seu, e pelo tema saudade...
Para se ter uma idéia, nosso cardápio numa manhã carnavalesca na praia de Ipanema:
antes de chegar na praia, paradinha na lanchonete para um enrolado e coca normal (no feriado coca normal pode) já na praia de Ipanema, (muita) cerveja, milho cozido, queijo na brasa, biscoito O Globo, Castanha de caju (ou seja, tudo que passou pela nossa barraca) No caminho para a praia do Leblon, R$ 7,50 no sorvete magno de doce de leite transportado no carrinho, por isso mais caro. E condeno o Klaus por ter me aplicado nesse magnífico sorvete, hoje mais uma tentação a resistir. Na praia do Leblon, alguns coliformes fecais que provavelmente ingerimos durante o mergulho que não deveríamos ter dado.
P.S- Na fila da Mac, com vontade de Mac Duplo, mas querendo a maionese do Mac Chicken, fiquei com preguiça do martírio da dúvida hamletiana... e pedi os dois. Klaus, querido amigo médico, um apelo! Se quiser continuar sendo meu amigo, mude de especialidade. Cirurgia Plástica, por favor. Nesses tempos em que temos andado juntos, o sol tem brilhado mais e as noites têm sido mais iluminadas. Mas a lua cheia não precisa brilhar na minha cara !
*Boy putão: espécie de homem cuja definição ainda está sendo elaborada pela minha pessoa. Mas já diagnostico o tipo empiricamente. O espécime será objeto de um texto próximo...



"A minha querida Patié mestre no jornalismogosta de literaturasabe também modernismoe agora também dá aulascom todo esse brilhantismo.
De Belô a Porto Alegresai espalhando culturaentrevistando a gente,fazendo literaturae além de tudo a guriaé a maior formosura.
Minha querida Patríciarendo aqui essa homenagepra essa pessoa que levacarinho e amor na bagagesaúde, sorte e sucessopra você nessa viage"

- Você se lembra quando nós dormimos na praia de Boracéia? E não tinha lua nem um pouco de luz para distinguir as coisas da terra. Tudo era um negro só. Nós estávamos perto do mato e sentíamos aquele cheiro de clorofila misturado com o nosso suor. Quando você deitava sobre mim, as estrelas em volta da sua cabeça brilhavam, distantes, e às vezes embaraçavam no teu cabelo e ficavam a um palmo dos meus olhos e depois fugiam rapidamente para o céu. Você se lembra...? - Não lembro disso porque foram seus olhos que viram. Eu estava do outro lado de você e via e sentia outras coisas. Para mim, tudo exalava de você confundido com a terra, e eu nem te enxergava direito. Eu descobria teu corpo caminhando nele com os dedos. Naquela noite o prazer e o peso de estar no mundo foram maiores que sempre. E tudo tão simples: eu e tu, sós, deitados na areia perto do mato, trocando pedaços de carne em plena noite. |
