Thursday, November 19, 2009

Do ponto final.

Ela teve uma notícia que não esperava (pelo menos nem tão cedo). Logo no dia do seu aniversário, quando coisas ruins costumam acontecer. A maldição de 2008 foi essa. Não que ela ainda pensasse ou tivesse esperanças com ele. Mas não sonhava que ele seria tão fraco a ponto de fazer o que fez. Embora todo mundo a tivesse alertado. Primeiro foi o choque. O susto. E um sonoro: "Não acredito". Nos dois dias seguintes, outras lembranças surgiram e ela foi se sentindo usada e enganada. O peito apertou de um jeito, mas não a ponto de fazê-la chorar para parar de doer. De repente, viu uma menina maltrapilha na rua e explodiu num choro convulsivo. Porque como diz uma amiga dela: "sem lesão não há pranto". Mesmo que a lesão não tenha a ver com o contexto. O choro desceu soluçado e os óculos escuros, ela deixara em casa. E nem insufilm tinha o carro para que ela pudesse desabar descontrolavalmente sem os olhares dos carros vizinhos naquele sinal que jamais abria. Era um choro de redenção, de alívio, libertador e, ao mesmo tempo, de raiva por ouvir (ouvir não, descobrir) e viver (pelo menos depois do fim e de já desapegada dele), o que todo mundo dizia que aconteceria... os tais avisos daquela época em que ela era cega de paixão e acreditava ser a exceção da regra dos casos assim. Isso porque pautava-se não na vida, nem nas palavras dos experientes amigos e da mãe, mas nas palavras dele.
Ela olhou no retrovisor e viu que seu rosto já era indisfarçável. Olhou para o lado meio embaraçada e viu que um moço fazia sinal para que ela abaixasse o vidro. Ela abaixou meio de cabeça baixa para ele não se assustar tanto com seu rosto borrado de rimel. E ele gentilmente perguntou:

- Está tudo bem?
- Vai passar... - ela disse finalmente acreditando

A trilha sonora do caso:

Sunday, November 15, 2009

Do desabafo

Reflexões de uma amiga querida que está pensando num fim próximo:

Ainda olho pra ela com meus olhos de loucura. Eu olho pra ela e vejo o "meu pra sempre".
Só sei que se a gente se separar eu tenho que encontrar uma forma de não procurar por ela em todas as outras pessoas. É isso que eu sei... porque ela é tudo que sei amar, tudo que sei admirar. Eu queria ser como ela: bonita, forte decidida. Então ela é meu caminho. E agora como faço se meus pés só decoraram os caminhos dela? Ninguém me ensinou a desdecorar uma história.

Esse desabafo foi digitado: poesia via msn. Foi das coisas mais lindas que já ouvi. Ela fala de crise, de possível separação..., mas, paradoxalmente, também quero um amor assim.
Força, amiga. É incoerente mesmo desamar amando. Mas um dia vem, todo dia, atrás do outro.

Wednesday, November 11, 2009




Recebi, neste fim de semana, a visita de Ana e Carol, duas amigas de Recife dos tempos de colégio. O presente se encheu de nostalgia. As lembranças da cidade onde eu nasci vieram boas, ganhando mais cor. ;)

Mal elas desceram no aeroporto de BH, já fomos direto para minha casa nos arrumar para a balada, pois o tempo de estada das meninas era curto. Depois de troca-trocas de brincos, roupas, sapatos, maquiagens e fofocas, chegamos no escolhido lugar. Meia hora foi suficiente para que eu comentasse tristemente:

- Minha gente, tô me sentindo um cocô nessa boate... O povo não olha pra gente! O nariz é tão em pé que o olho passa por cima da nossa cabeça. É bem diferente dos lugares mais "alterna" de BH...

Alguns minutos depois, vejo Ana conversando com um menino. Cheguei saltitante:

-Aê, Ana!!!! Um cara aqui falou contigo!!!! Tá com tudo héin?
- Não pow, é que ele derrubou minha bebida e tava pedindo desculpas...

Bom meninas, ao menos eles são educados. Da próxima, a gente dá uma passadinha antes no Alambique*. Depois de um sonoro "Ê lá em casa...", a gente vai se achando (mais!) para a dita boate onde todos são invisíveis até o álcool subir...


*Alambique: Boate de BH onde te chamam de musa do Brasileirão. Ideal para depois dum pé na bunda.
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